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    Sobre

       O primeiro do Cursinho da Poli foi fundado em 1987 por iniciativa do então diretor da Escola Politécnica, Prof. Décio Leal de Zagótis e do Grêmio Politécnico. Graças a esse apoio foi possível manter o curso ativo até 1992, quando o diretor da época, Prof. Francisco Romeu Landi, iniciou uma campanha para retirar da Poli esse projeto. O golpe fatal foi dado durante uma reunião do Conselho Técnico Administrativo, CTA, naquele mesmo ano. Nessa reunião, que não contou com a presença de nenhum discente, ficou decidido que a diretoria não colaboraria mais com a empreitada. A expulsão física, porém, só ocorreu em 1995.

       Paralelo a esses problemas políticos, o cursinho apresentava um grande crescimento. De 250 vagas no ano de sua criação, saltou para 450 em 1995, graças à mudança das instalações e finalmente 850 alunos matriculados em 1997, para quase 10.000 inscritos no processo seletivo. Tal crescimento justificou a criação do Instituto Grêmio Politécnico para Desenvolvimento da Educação, IGPDE. A idéia deste instituto era criar estabilidade na administração do cursinho frente às mudanças nas gestões do Grêmio, além de melhor administrar o curso, porém o que era para facilitar acabou por distanciar muito o Grêmio de seu projeto.

       Em 2000, mediante a recusa do Anglo em continuar fornecendo material didático para o Cursinho da Poli, este iniciou a produção do seu próprio, simultaneamente à política de ampliação de vagas que culminou na mudança para o prédio na Av. Ermano Marchetti, chegando então a oferecer 8000 vagas. Em 2001 é alugado um segundo prédio na mesma avenida, fato que aumentou o número de vagas para mais de 15000. Em 2004, com “vagas para todos” e convênio com a Prefeitura de São Paulo, a seleção sócio-econômica deixa de existir. A partir de então o financiamento é feito por meio da taxa de inscrição e de mensalidade. O projeto se desvirtua de sua idéia inicial: de ser um cursinho popular e de ajudar as pessoas de baixa renda.

       Hoje, em 2009, o Novo Cursinho é todo administrado por alunos da Escola Politécnica. As aulas são ministradas em sua maioria por estudantes que veem neste projeto social uma forma de ajudar pessoas financeiramente carentes a se prepararem para os melhores vestibulares do Brasil, como USP e UNICAMP. Contando com 20 professores, 12 plantonistas, 3 colaboradores e um funcionário que ensinam, além de matérias básicas ao cobrado no vestibular, como português, matemática, física, química, história, geografia, biologia e inglês; outras disciplinas não tão específicas como filosofia e atualidades.

       O grande foco do projeto é que através do estudo para um grande concurso e o convívio com universitários, os alunos do projeto possam ser motivados não só na busca da aprovação em alguma universidade, como também em investir na própria educação e desenvolvimento tanto intelectual como pessoal.

    A atual administração do Cursinho, comandada por seu Diretor Marcelo Maki Hosoido e apoiada pela Gestão Polinova do Grêmio Politécnico, tem se mantido firme na direção da organização e seriedade, diminuindo zonas de conforto, exigindo mais dos envolvidos e desenvolvendo pela primeira vez um regimento interno deste importante projeto.

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