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    USP pode ter vestibular com menos questões na segunda fase e reescolha de carreira

    O vestibular da Fuvest pode ter menos questões na segunda fase e a opção de reescolher a carreira após a terceira chamada de aprovados (como forma de diminuir o abandono entre ingressantes).

    Também pode ser criado um sistema de autenticação das informações dos candidatos - para impedir que alunos do ensino médio entrem na disputa por vagas que não seja pela modalidade de treineiro.

    As propostas foram apresentadas por um grupo de trabalho instituído pela Pró-Reitoria de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) e serão votadas nesta quinta-feira (31).

    Até agora, elas estavam sendo mantidas em sigilo pela pró-reitora, Telma Maria Zorn, mas o R7 conseguiu acesso a elas com exclusividade.

    A reunião do Conselho de Graduação da USP, que vai debater as propostas, começa às 10h desta quinta-feira e deve terminar no final da tarde.


    Mudança na segunda fase

    Uma das propostas é reduzir o número de questões no segundo dia da segunda fase. Atualmente, os candidatos respondem a 20 perguntas de todas as disciplinas neste dia, mudança adotada em 2009, durante a gestão da ex-pró-reitora Selma Garrido Pimenta.

    Se o Conselho de Graduação aprovar amanhã a alteração na Fuvest, os alunos passarão a responder a 16 questões. A ex-pró-reitora Selma foi procurada pelo R7 para comentar as alterações na Fuvest, mas não quis se pronunciar.


    Primeira fase volta a valer

    Entre as propostas está a de reconsiderar a pontuação da primeira fase para todo o vestibular - atualmente, a nota desta etapa vale apenas para que os candidatos sejam aprovados para a segunda fase.

    Outra medida, que já havia sido defendida pela pró-reitora Telma, era a de mudar o Inclusp, o programa de inclusão da USP. É possível que o bônus de 3%, hoje automático para alunos de escola pública, seja extinto.

    Taxa do vestibular

    A diretora-executiva da Fuvest, Maria Fraga Rocco, propõe que a taxa do vestibular seja de R$ 120 na edição deste ano.
    Devem ser oferecidas 65 mil isenções de taxa para alunos de baixa renda e vindos da escola pública. Entretanto, o benefício deve ser limitado a 50% do valor pago - não haverá isenção total da taxa.
    Outras mudanças

    O documento do grupo de trabalho prevê, ainda, que a nota mínima para aprovação na USP suba de 22 para 27 pontos na primeira fase. Isso significa que candidatos que acertarem menos de 27 questões ficarão automaticamente eliminados do vestibular, caso a proposta seja aprovada.

    Dois anos depois

    A votação das mudanças no vestibular, nesta quinta (31), acontece dois anos depois de uma grande alteração na Fuvest, ocorrida em 2009. Desde então, candidatos passaram a enfrentar questões discursivas de todas as disciplinas durante a segunda fase da prova.

    O modelo adotado em 2009 foi considerado ineficaz, em análises feitas pela Fuvest com base no desempenho dos candidatos. O formato foi adotado com o objetivo de exigir formação mais genérica dos estudantes.

    Atualmente, a primeira fase não conta pontos para a nota final do vestibular.


    Extraído de R7 Notícias

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