
REGIÃO NORTE
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E CLIMÁTICAS
RELEVO: Ao norte da região temos o Planalto das Guianas, onde está a montanha mais alta do Brasil: o Pico da Neblina, com 2.993 m (segundo medição feita em 2004) na fronteira com a Venezuela. Ao sul temos o prolongamento do Planalto Brasileiro. Entre estas duas áreas, uma extensa planície drenada pelo rio Amazonas e seus mais de 7.000 afluentes.
VEGETAÇÃO: predomina a Floresta Equatorial, a qual podemos subdividir em 3 tipos:
- floresta de terra firme (a maior parte da região), com árvores que podem alcançar 60 metros de altura. Em muitos lugares, a copa das árvores forma uma espessa coberta que quase impede que a luz solar chegue ao solo. Isto torna o interior da floresta escuro e úmido. Na floresta de terra firme, há importantes espécies de árvores, como a castanha-do-pará, o "timbó" (árvore usada pelos índios em suas pescas) e o mogno;
- as florestas inundáveis ou de várzea existem em regiões que são inundáveis somente durante parte do ano. Nesta área, podemos encontrar a seringueira (árvore de onde se extrai o látex usado na produção de borracha), o jatobá e palmeiras;
- a floresta de igapó existe próxima aos rios em áreas quase permanentemente inundadas, exceto por curtos períodos. As árvores alcançam o máximo de 20 metros, porém é mais comum encontrarem-se arbustos de 2 ou 3 metros de altura máxima.
Em Roraima e no Tocantins existem também grandes extensões de pastos naturais, com características climáticas e vegetais semelhantes aos "cerrados" brasileiros e aos "llanos" da Venezela.
CLIMA: Predomina o clima equatorial quente e úmido, com abundantes chuvas e pouca variação de temperatura (dias e noites quentes e abafados). Raras vezes, quando o inverno é mais intenso no hemisfério sul, a massa polar atlântica penetra pelo continente até alcançar a região Amazônica, derrubando as temperaturas em um fenômeno conhecido por "friagem".
POPULAÇÃO: ESTABELECIMENTO E CARACTERÍSTICAS
Somente duas cidades na região norte possuem mais de 1 milhão de habitantes: Belém (capital do estado do Pará) e Manaus (capital do Amazonas). Outra zona de concentração populacional é o sudoeste da região (os estados de Rondônia e Acre), cuja população cresceu nas décadas de 1970 e 1980, depois da pavimentação da rodovia BR-364. Fora destas zonas, a população se concentra à margem dos grandes rios.
Na população predomina a mistura racial de índios e brancos, os assim chamados "caboclos" amazônicos. Desde o final do século XIX (ciclo econômico da borracha) migrantes, da região Nordeste brasileira, também se misturaram à população local.
Índios puros podem ser encontrados em regiões mais afastadas e nas várias reservas indígenas, demarcadas ou não. O estado do Amazonas concentra quase 27,5% da população indígena brasileira. Depois vem Roraima, com 8,9%, e Pará, com 8,5%. Se estima que existam em toda a região uns 213 mil índios. Várias destas populações estão ameaçadas por mineradores clandestinos de ouro e cassiterita (mineral de estanho) que invadem suas terras. O contato com os "homens brancos" os expõe a enfermidades como sífilis, tuberculose, gripe e SIDA (AIDS).
ECONOMIA
A base econômica da região é a extração vegetal, principalmente madeira (mogno e outras espécies), borracha (obtida de seringueiras no interior da selva. Na região não há cultivos de seringueira), castanha-do-pará, guaraná e frutas nativas. No Tocantins, temos extração de babaçu e carnaúba.
Outra atividade econômica importante é a extração mineral: ferro, bauxita e ouro no Pará (se estima em 18 mil milhões de toneladas o total de minério de ferro na Serra dos Carajás, estado do Pará). Se explora minério de manganês na Serra do Navio (Amapá) e Rondônia. A Serra dos Carajás também tem reservas de cobre (mais de 1 bilhão de toneladas), níquel, alumínio e manganês. No Amazonas há também reservas de gás natural, algumas já em produção.
Agricultura: Pimenta-do-reino; juta; arroz e mandioca no Pará. Soja em Rondônia (exportada pela Hidrovia do rio Madeira) e também café, arroz e mandioca. No cerrado do Tocantins se produz soja e milho.
Indústria: se destaca a Zona Franca de Manaus (produtos eletrônicos - televisores, DVDs, telefones, etc.; relógios, bicicletas e motocicletas), criada por lei com o fim de desenvolver a região. O atrativo oferecido às indústrias que se estabelecessem na Zona Franca foi a "alíquota zero" de Imposto de Importação sobre máquinas e componentes, e a redução de impostos para produtos feitos na Zona Franca e vendidos em outras regiões. Isso permitiu atrair quase 400 empresas. Este regime especial da Zona Franca deve ser extinto em 2013. Assim, as indústrias da região buscam novos mercados, como a Venezuela (que está a pouco mais de 2.000 km de Manaus) e o Caribe.
Há também indústrias no leste do Pará (alimentos; refinação de alumínio - ALCOA e Alunorte; madeira para construção) e às margens do rio Jari , celulose. Boa parte dos produtos industriais consumidos pela população, no entanto, é importada de outras regiões, em especial do Sudeste brasileiro.
Turismo: a distância de outras regiões brasileiras, em especial do Sudeste, não permite um grande desenvolvimento do turismo. Somente por avião ou por navio se pode chegar a Manaus - a rodovia BR 319 é hoje intransitável. É possível chegar até Belém por rodovia, porém a distância de São Paulo é quase 3 mil km. Assim, o custo de um pacote turístico pela região para muitos brasileiros é similar ou mais caro que o de uma viagem ao exterior. Ainda assim, a região tem um imenso potencial turístico: podemos destacar a beleza da selva amazônica, a cidade de Manaus (suas construções históricas e sua Zona Franca; também uma visita às cachoeiras próximas à cidade de Presidente Figueiredo; ou então um passeio para admirar o encontro dos rios Solimões e Negro), a cidade de Belém (com seu exótico Mercado Ver-o-Peso, e as praias fluviais da Ilha do Mosqueiro), a ilha de Marajó, e a "Festa do Boi" na cidade de Parintins.
ESTRADAS E VIAS DE TRANSPORTE
O mais importante para a Região Norte é melhorar suas estradas, para que façam conexão com outras regiões e países vizinhos. As estradas principais são a BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-Rio Branco) e a Belém-Brasília. Com a Região Nordeste, a conexão principal é feita pela Ferrovia de Carajás, ou por parte das rodovias Transamazônica e Belém-Brasília. As cidades mais importantes da região têm aeroportos, e os de Manaus e Belém recebem vôos internacionais.
O transporte por rios é muito importante para Manaus e outras cidades da região, seja pelo volume transportado ou também pela péssima conservação da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Para reduzir o custo de transporte da soja produzida em Rondônia e norte de Mato Grosso, foi inaugurada a Hidrovia do rio Madeira, que consistiu na sinalização e demarcações com bóias ao longo do rio Madeira, permitindo o tránsito seguro de barcaças até o rio Amazonas.
Outras obras de transporte desejadas pelos que vivem na região: a pavimentação da rodovia Macapá-Caiena (Guiana Francesa); a extensão da Ferrovia Norte-Sul (unindo Maranhão, Tocantins e Goiás ao Sudeste brasileiro); e a conexão por rodoviaa desde Rio Branco (AC) até Cuzco (Peru), o que permitiria ao Brasil, através da rede rodoviária peruana, uma saída para o Oceano Pacífico. No ano de 2004 foi inaugurada uma ponte unindo o estado do Acre, no Brasil, ao território do Beni, na Bolívia.
A Região Centro-Oeste
É composta pelos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. Sua área é de 1.604.850 Km2, ocupando aproximadamente 18,8% do Brasil, tendo a segunda maior extensão territorial entre as Regiões brasileiras, sendo menor apenas que a Região Norte.
O povoamento da Região Centro-Oeste é conseqüência dos fluxos migratórios, isso ocorreu primeiramente devido ao transporte de gado do Sul e Sudeste para as primeiras fazendas da Região, além da atuação dos bandeirantes paulistas.
Nas últimas décadas, a Região Centro-Oeste tem sido bastante atrativa para correntes migratórias, principalmente da Região Nordeste. Esse processo se intensificou na década de 1950, com a construção de Brasília. Mas o Centro-Oeste brasileiro tem absorvido fluxos migratórios de todo Brasil, são pessoas de vários locais do país que migram para a Região em busca de emprego e melhores condições de vida. (Patrícia: cabe lembrar que essa migração ocorreu entre os anos de 1950 e 1980, hoje esse deslocamento se tornou mais restrito)
É uma região pouco povoada, apresenta densidade demográfica de 6,5 habitantes por Km2. A maioria da população reside em áreas urbanas 81,5%, apenas 18,5% moram na zona rural.
O relevo do Centro-Oeste caracteriza-se por terrenos antigos e aplainados pela erosão, fato esse que desencadeou os chapadões na Região. O clima é tropical semi-úmido, o cerrado é a vegetação predominante. As principais atividades econômicas são a agricultura e a pecuária, há também uma forte presença de indústrias.
População do Centro-Oeste composta por migrantes
O processo de urbanização e povoamento da Região Centro-Oeste ocorreu, principalmente, após a implantação da capital federal (Brasília), o desenvolvimento da agropecuária, a construção de rodovias, entre outros fatores, foram determinantes para a consolidação da população na região.
O incremento populacional entre os anos de 1960 e 1970 destacou a região como a maior em crescimento de sua população no Brasil, proporcionalmente ao número de habitantes.
Apesar de um contínuo crescimento populacional, o Centro-Oeste se coloca entre as regiões de menor número de habitantes (12,4 milhões), no entanto, gradativamente tem contribuído para compor a população nacional. No ano de 1960 os habitantes da Região Centro-Oeste representavam somente 4% do total da população nacional, hoje já respondem por aproximadamente 7%.
Esse aumento é proveniente da inserção de migrantes oriundos de diversos pontos do país, principalmente do sudeste e nordeste do Brasil, que buscavam melhoria de vida, pois todos tinham boas perspectivas em relação à região.
O crescimento e o aumento do fluxo migratório ocorrido na região não derivaram um processo homogêneo em relação à distribuição da população no território do Centro-Oeste, ou seja, o povoamento foi irregular.
Urbanização do Centro-Oeste
A abertura das fronteiras econômicas na Região Centro-Oeste facilitou a entrada de uma grande quantidade de migrantes, trabalhadores rurais que tinham como objetivo conseguir trabalho nas novas áreas de agricultura e pecuária.
A partir desse fato, alguns migrantes compraram e outros tomaram posse de Terras dando origem a diversas propriedades rurais de pequeno e médio porte, geralmente com poucas tecnologias, isso significa que era desenvolvida a agropecuária tradicional, mão-de-obra praticada pela família que cultivava produtos da base alimentar como o arroz, milho e feijão.
Algum tempo depois ocorreu o processo de expropriação dos pequenos e médios proprietários, o fato é explicado, pois grandes latifundiários e grupos empresariais iniciaram a compra de grandes extensões de terras promovendo a concentração fundiária.
Como conseqüência, a região hoje é uma das que apresenta grande incidência de concentração de terras no Brasil. Outro resultado desse processo foi a falta de trabalho no campo, uma vez que grandes propriedades desenvolviam pecuária extensiva e outras a produção agrícola altamente mecanizada (soja). A escassez de emprego levou milhares de pessoas às cidades próximas, ocasionando assim o fenômeno do êxodo rural.
O processo do êxodo rural ocorrido na Região Centro-Oeste resultou em um rápido crescimento da população que ocupou os centros urbanos e até mesmo fez surgir novas cidades. A chegada intensa da população do campo nas cidades fez com que essas ficassem saturadas em relação à quantidade de pessoas, desestabilizando a estrutura urbana.
Isso significa que, ao ocupar de forma rápida áreas que até então eram desabitadas, o governo não conseguiu disponibilizar a todos os serviços públicos, com isso a população passou a enfrentar uma série de problemas de caráter de infra-estrutura como a falta de saneamento, escolas, iluminação, pavimentação, policiamento entre outros.
O crescimento de bairros marginalizados nas grandes cidades da Região Centro-Oeste acontece porque a oferta de emprego é incapaz de absorver a quantidade de mão-de-obra derivada do campo. Bem se no campo não tem emprego porque é mecanizado e nas cidades não há empregos nem para a população local, a migração não seria algo viável, não é??
(Brasil escola)
REGIÃO SUDESTE
POPULAÇÃO
É a mais populosa região brasileira e a que tem a mais alta densidade demográfica: 78 habitantes por km2. Porém a distribuição populacional não é homogênea: enquanto nas capitais dos estados a densidade ultrapassa os 2 mil habitantes por km2, em outras áreas, como o Pontal do Paranapanema (oeste de São Paulo) ou o noroeste de Minas Gerais há pouco mais que 10 habitantes por km2. O Rio de Janeiro é o estado mais densamente povoado: 328 hab/km2. Depois temos São Paulo (149 hab/km2), Espírito Santo (67,2) e Minas Gerais (28,4). Quase 90% de sua população é urbana. Os 4 estados juntos produzem 58,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O PIB per capita da região é superior à média nacional: 4086 dólares (dados de 1999).
A concentração populacional no Sudeste se explica pela formação de importantes cidades e metrópoles industriais e comerciais, se destacando a região metropolitana de São Paulo (ao redor da capital do estado, que conurba cerca de 39 municípios), junto com as regiões metropolitanas bastante próximas: Santos, no litoral, e Campinas, localizada a 90 km a norte da capital. Um pouco mais distante (310 km), ao norte de São Paulo temos a cidade industrial e comercial de Ribeirão Preto. A oeste destacamos a cidade de Sorocaba. A leste, ao longo da Rodovia Presidente Dutra, se extendendo até o oeste do estado do Rio de Janeiro, se localiza a região industrial do Vale do Paraíba do Sul. Ali destacamos as cidades de São José dos Campos (no estado de São Paulo) e Resende (no estado do Rio de Janeiro). O crescimento destas cidades começou em fins do século XIX, ocasião em que a economia regional se baseava na monocultura de café, que se exportava por ferrovia através do porto de Santos. A riqueza que propiciou o café tornou possível, no início do século XX, que se financiasse em São Paulo a criação de indústrias e se desenvolvesse o mercado interno. Depois da década de 1950, esta expansão industrial - e também populacional - assumiu um ritmo muito mais intenso. Atualmente, a expansão industrial avança pelo sul de Minas Gerais, ao longo da rodovia Fernão Dias (BR-381): isto ocorre porque há nesta região terrenos disponíveis para implantação de indústrias, e a distância até São Paulo (o mais importante mercado consumidor do país) não é muito grande: até 250 km.
São também importantes as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, que concentram grande população, empregos, comércio, indústrias e serviços. Em Minas Gerais, destacamos também a cidade de Juiz de Fora.
Relevo e clima:
A Região Sudeste situa-se na parte mais elevada do Planalto Atlântico, onde estão as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Sua paisagem típica, apresenta formações de montanhas arredondadas, chamadas "mares de morros" (relevo mamelonar ou em meia laranja), e os "pães de açúcar", que são montanhas de agulhas graníticas. O clima predominante no litoral é o tropical atlântico (ou úmido) e nos planaltos, o tropical de altitude, com geadas ocasionais.
A mata tropical que existia no litoral foi devastada durante o povoamento, em especial nos séculos XVIII e XIX, no período de expansão do cultivo do café. Na serra do Mar, a dificuldade de acesso contribui para a preservação de parte dessa mata (Floresta Tropical Latifoliada – Mata Atlântica). No estado de Minas Gerais - o mais montanhoso dos estados brasileiros -, predomina a vegetação de cerrado, na porção noroeste do estado, com arbustos e gramas, sendo que no vale do rio São Francisco e no norte do estado, encontra-se a caatinga, típica do Nordeste.
O relevo planáltico do Sudeste fornece grande potencial hidrelétrico à região. A maior usina é a de Urubupungá, localizada no rio Paraná, divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mas existem outras grandes usinas hidrelétricas como São Simão, Três Marias, etc., pois o potencial da região é grande para esse tipo de aproveitamento energético. Encontram-se ainda no Sudeste, em Minas Gerais, as nascentes de duas bacias hidrográficas: a do rio Paraná, que se origina da união dos rios Paranaíba e Grande, e a do rio São Francisco, que nasce na serra da Canastra. Existem rios de boa dimensão e grande volume d' água, alguns deles em parte poluídos, como o rio Tietê, aliás o único que corre em sentido contrário (leste-oeste).
Grande parte da região Sudeste é um planalto, porém dividido em dois: o Planalto Atlântico e o Planalto Meridional. Neste planalto, existem cadeias de montanhas chamadas "serras" (Paranapiacaba, Serra do Mar, Cantareira, Mantiqueira) localizadas paralelas ao litoral. Em alguns pontos, estas montanhas ultrapassam os 2000 ou mesmo os 2500 metros acima do nível do mar. Estas montanhas se iniciam na divisa ES-MG (onde está o Pico da Bandeira, com 2890 m de altitude), se tornam mais baixas em MG, novamente mais altas na Serra dos Órgãos (RJ), formam uma separação natural entre os estados de MG e RJ (ponto mais alto: Pico das Agulhas Negras - 2.793 m) e MG-SP (ponto mais alto: Pedra da Mina, na Serra da Mantiqueira). Depois do planalto, existem zonas de depressão: no oeste de SP (vale do rio Paraná) e ao norte de MG (vale do São Francisco) a altitude se reduz a 300 m acima do nível do mar.
A largura da planície costeira é irregular: quase inexiste, por exemplo, no litoral norte de SP, porém se alarga no estado do RJ e no sul do estado de SP.
ECONOMIA
O mais importante economicamente para a região é a produção industrial, concentrada no estado de São Paulo. Um eixo que une as cidades de Cubatão (próxima ao porto de Santos), Campinas e Ribeirão Preto, passando pela capital e pelo ABCM (as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá). Dois braços unem a capital às regiões de Sorocaba (têxtil, cimento, alumínio) a oeste, e ao vale do Paraíba do Sul (mecânica, eletrônica, aeronáutica), a leste. No estado do Rio de Janeiro, as mais importantes áreas industriais são o Grande Rio (região metropolitana da capital, incluindo os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, e as cidades de Duque de Caxias, Queimados, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Niterói), e o vale do Paraíba Fluminense (cidades de Resende, Volta Redonda e Barra Mansa). Em Minas Gerais as indústrias se concentram na Região metropolitana de Belo Horizonte, no Triângulo Mineiro (cidades de Uberaba e Uberlândia), e nas cidades de Juiz de Fora (têxtil) e Ipatinga (mineração). No Espírito Santo, destacamos a Região Metropolitana de Vitória.
A atividade industrial é variada: metalurgia, química, fármacos; siderurgia (em Volta Redonda (CSN), Cubatão (COSIPA), Ipatinga (Belgo-Mineira)); refinação de petróleo cru (Cubatão (SP), São José dos Campos (SP), Duque de Caxias (RJ), Paulínia (SP)), produção de aviões (EMBRAER, em São José dos Campos) e automóveis (São Bernardo e São José dos Campos (SP), Betim (MG), Resende e Porto Real (RJ)).
Produção Agropecuária: Se destacam na região os estados de MG e SP. No primeiro, destacamos a produção de milho, soja, café, mandioca, arroz e feijão, e também sua pecuária leiteira. No segundo, cultivos para exportação de soja, laranja, café e cana-de-açúcar, e também banana, algodão (60 % da produção nacional), milho, tomate y batata. Há também criação de bovinos, aves, e cavalos de raça.
Produção Mineral: Destaca-se Minas Gerais com a produção de minério de ferro. O estado também produz calcário, zinco, alumínio, ouro (pequena quantidade) e água mineral – Quadrilátero Ferrífero. Em São Paulo se destaca a produção de calcário, dolomita e chumbo (este, no sul do estado, no Vale do Ribeira). No Rio de Janeiro se destacam a produção de petróleo (que representa mais de 60% da produção brasileira), gás natural e sal marinho. O Espírito Santo também tem uma importante produção petrolífera.
Apesar destas riquezas, existem no Sudeste os assim chamados "bolsões de miséria": áreas como o norte de Minas Gerais (vale do rio Jequitinhonha) – região norte do estado, o Vale do Ribeira em São Paulo e partes do estado do Espírito Santo estão entre as mais pobres do país, com baixos índices de desenvolvimento humano (IDH). O Espírito Santo é o estado mais pobre da região, porém tem buscado atrair investimentos. Suas principais atividades econômicas são o plantio de café e a produção de papel e celulose de eucalipto, ao norte do estado. Os portos de Vitória e Tubarão, próximos da capital, são importantes para a exportação de minerais produzidos em Minas Gerais, e para a importação principalmente de automóveis.
TRANSPORTES
A região possui o mais importante porto marítimo brasileiro: Santos (SP). Também possui os portos de São Sebastião (em SP, especializado em petróleo), Rio de Janeiro (RJ), Sepetiba (RJ), Niterói (RJ), Vitória e Tubarão (ES). Tubarão é o mais importante porto de exportação de minério de ferro do país, que é transportado de Minas Gerais pela Ferrovia Vitória-Minas (EFVM).
O Sudeste possui também os dois mais importantes aeroportos do Brasil: o Internacional de Cumbica (localizado na cidade de Guarulhos, vizinha a São Paulo), e o Internacional Tom Jobim (na cidade do Rio de Janeiro). Possui também outros dois grandes aeroportos: Viracopos (95 km de São Paulo) e Confins (20 km de Belo Horizonte). A ligação por avião entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro são as mais movimentadas do Brasil.
As rodovias mais importantes da região são:
- Rodovia Presidente Dutra (entre São Paulo e Rio)
- Rodovia Fernão Dias (entre São Paulo e Belo Horizonte)
- as Rodovias Bandeirantes e Anhangüera (fazem parte da ligação de São Paulo com o interior e com a cidade de Brasília),
- as vias Anchieta e Imigrantes (conectam a cidade de São Paulo com o porto de Santos)
- a rodovia Régis Bittencourt (faz parte da chamada "Rota do Mercosul", conectando São Paulo com o sul do Brasil e com os países vizinhos do Cone Sul - Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile)
- as rodovias Castello Branco e Marechal Rondon, que fazem a ligação de São Paulo com o Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, passando por importantes regiões de pecuária.
- a rodovia BR-101, do litoral de São Paulo até a cidade de Campos (no estado de Rio de Janeiro) até a divisa com ES, passando pela cidade do Rio de Janeiro. Importante para o turismo e também para ligar a região com o Nordeste brasileiro.
- a ligação rodoviária Rio-Juiz de Fora-Brasília (BR-040)
As ferrovias hoje são mais utilizados para o transporte de cargas (minerais, derivados de petróleo, cimento, soja). Ainda assim, podemos destacar a importância dos mais de 5 mil km de ferrovias de São Paulo e mais de 6 mil km de ferrovias de Minas Gerais. Com o crescimento do "agribusiness" de exportação de soja, as ferrovias ganharam outra vez importância, devido ao reduzido custo de seu frete, quando o comparamos com o transporte por caminhão.
Se pode por fim destacar a importância da Hidrovia Tietê-Paraná, em que mais de 1000 km destes dois rios podem ser navegados por barcaças que transportam soja e calcário, em conexão multimodal com ferrovias, reduzindo os custos de transporte destes dois produtos.
NORDESTE
Relevo e clima
A característica mais importante do relevo é a existência de dois antigos e extensos planaltos aplainados pela erosão (Borborema a leste, e Parnaíba a oeste) e de algumas áreas altas e planas que formam as chamadas "chapadas" (Diamantina, Araripe, Mangabeira, Serra do Espigão e Ibiapaba). Nestas regiões a altitude passa dos 800 metros. Entre elas há uma extensa depressão interior, cuja altitude varia entre os 200 e os 500 metros, na qual está o "sertão", uma zona de clima semi-árido. A faixa de planície costeira é muito estreita na Bahia, porém fica mais extensa próximo à foz de alguns rios, como o São Francisco e o Paraguaçu. De Pernambuco ao Ceará a largura média da planície costeira é de aproximadamente 50 km. No Maranhão e Piauí, entretanto, a planície costeira ocupa quase um terço da superfície destes estados.
Dentre os muitos aspectos apresentados pela Região Nordeste o que mais se destaca é a seca, causada pela escassez de chuvas, proporcionando pobreza e fome.
A partir dessa temática é importante entender quais são os fatores que determinam o clima da região, especialmente na sub-região do sertão, região que mais sofre com a seca.
O Sertão nordestino apresenta as menores incidências de chuvas, isso em âmbito nacional. A restrita presença de chuva nessa área é causada basicamente pelo tipo de massa de ar aliado ao relevo, o planalto da Borborema impede que massas de ar quentes e úmidas (Massa Tropical Atlântica) ajam sobre o local, e a Massa Equatorial Atlântica é desviada para o equador pelos ventos alísios (ventos constantes que sopram de áreas de baixa pressão – os trópicos – para áreas de alta pressão – o equador).
As secas prolongadas no Sertão Nordestino são oriundas, muitas vezes, da elevação da temperatura das águas do Oceano Pacífico, esse aquecimento é denominado pela classe cientifica de El Niño, nos anos em que esse fenômeno ocorre o Sertão sofre com a intensa seca.
A longa estiagem provoca uma série de prejuízos aos agricultores, como perda de plantações e animais, a falta de produtividade causada pela seca provoca a fome.
Vegetação
No Sertão e no Agreste o tipo de vegetação que se apresenta é a caatinga, o clima predominante é o semi-árido, esse tipo de vegetação é adaptado à escassez de água.
Algumas espécies de plantas da caatinga têm a capacidade de armazenar água no caule ou nas raízes, outras perdem as folhas para não diminuir a umidade, todas com o mesmo fim, poupar água para os momentos de seca.
Rios temporários ou sazonais
Os rios que estão situados nas áreas do Sertão são influenciados pelo clima semi-árido, dessa forma não há grande incidência de chuvas.
A maioria dos rios do Sertão e Agreste é caracterizada pelo regime pluvial temporário, isso significa que nos períodos sem chuva eles secam, no entanto, logo que chove se enchem novamente.
Nas regiões citadas é comum a construção de barragens e açudes como meio de armazenar água para suportar períodos de seca.
A economia da região Nordeste baseia-se na agroindústria do açúcar e do cacau. O petróleo é explorado no litoral e na plataforma continental e processado na refinaria Landulfo Alves, em Salvador, e no Pólo Petroquímico de Camaçari, também no estado da Bahia. A população da região Nordeste totaliza 44.768.201 habitantes, o que representa 28,9% do total do país. Sua densidade demográfica é de 28,05 habitantes por km2 e a maior parte da população se concentra na zona urbana (60,6%). As principais metrópoles regionais são as cidades de Salvador, capital do estado da Bahia, Recife, capital do estado de Pernambuco, e Fortaleza, capital do estado do Ceará.
A região nordeste é dividida em quatro sub-regiões (zona da mata, agreste, sertão e meio norte).
A faixa de transição entre o sertão semi-árido e a região Amazônica denomina-se Meio-Norte, apresentando clima bem mais úmido e vegetação exuberante à medida que avança para o oeste. A vegetação natural dessa área é a mata dos cocais, onde se encontra a palmeira babaçu, da qual é extraído óleo utilizado na fabricação de cosméticos, margarinas, sabões e lubrificantes. A economia local esta ligada as atividades rural, extrativista e pastoril. No entanto o sul do Maranhão já está inserido no mapa da soja, no qual muitos gaúchos (que para lá migraram) desenvolvem a cultura, a produção dessas áreas é mecanizada em grandes latifúndios. Um ponto importante no Maranhão, no contexto da soja, é a estratégia geográfica para o escoamento até os portos em São Luiz, capital do Maranhão.
Agreste - É a área de transição entre a Zona da Mata, região úmida e cheia de brejos, e o sertão semi-árido. Nesta sub-região os terrenos mais férteis são ocupados por minifúndios, onde predominam as culturas de subsistência e a pecuária leiteira. O agreste tem característica propícia à policultura, como mandioca, batata, banana etc., e criação de animais, como bovinos e caprinos. A realização do trabalho é tradicional e rudimentar, praticamente não se usa tecnologia e a produtividade é baixa, como a produção da zona da mata é destinada à exportação quem fornece alimentos a ela é o agreste.
Sertão - Extensa área de clima semi-árido, nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará o sertão chega até o litoral. Os solos desta sub-região são rasos e pedregosos, as chuvas escassas e mal distribuídas e as atividades agrícolas sofrem grande limitação. A vegetação típica do sertão é a caatinga. Nas partes mais úmidas existem bosques de palmeiras, especialmente a carnaubeira, também chamada "árvore da providência", por serem todas as suas partes aproveitadas. O rio São Francisco é o maior rio da região e única fonte perene de água para as populações que habitam as suas margens. Nele existem várias represas e usinas hidrelétricas, como a de Sobradinho, em Juazeiro, estado da Bahia, e a de Paulo Afonso, na divisa dos estados da Bahia e Pernambuco. A economia do sertão nordestino baseia-se na pecuária extensiva e no cultivo de algodão em grandes propriedades de terra, com baixa produtividade. O Sertão apresenta muitos rios temporários e baixo índice pluviométrico, que também tem como característica a irregularidade, pois ocorrem longos períodos sem chuva (estiagem).
Zona da Mata - A zona da mata é a região mais desenvolvida e industrializada do nordeste, essa está localizada nas áreas litorâneas da região, na qual se encontram os principais centros urbanos.
Na zona da mata a atividade industrial é diversificada, há extração de minérios que de forma estratégica geralmente provoca a instalação de empresas nas proximidades das jazidas, outro fator extremamente importante está no sistema de transporte, que na essência da industrialização se insere de forma fundamental no transporte de mercadorias e matéria prima.
Como a sub-região é mais desenvolvida faz-se necessário a instalação de infra-estrutura com a finalidade de dar ritmo e dinamismo à circulação de mercadorias, capitais, matéria prima e pessoas. A sub-região também se insere na produção agropecuária que na maioria das vezes está envolvida na monocultura de exportação.
Possui clima tropical úmido, com chuvas mais freqüentes na época do outono e inverno, exceto no sul do estado da Bahia, onde se distribuem uniformemente por todo o ano. O solo dessa área é fértil e a vegetação natural é a mata atlântica, já praticamente extinta e substituída por lavouras de cana-de-açúcar, desde o início da colonização do país.
1 - Meio Norte; 2 – Sertão; 3 - Agreste; 4 – Zona da Mata.Polígono das Secas - Delimitada em 1951 para combater as secas do Nordeste, essa área abrange praticamente todos os estados do Nordeste, com exceção do Maranhão e o litoral leste da região. As secas de 1979 a 1984 e 1989 a 1990 atingiram 1.510 municípios do Nordeste brasileiro. O combate tradicional às secas vem sendo feito com a construção de açudes e distribuição de verbas aos prefeitos dos municípios atingidos. Recentemente, no entanto, o governo federal começou a implementar projetos na região, que visam à solução definitiva do problema de convivência do homem nordestino com a seca. Dentre tais projetos destaca-se o projeto Áridas, financiado pelo Banco Mundial.
HIDROGRAFIA: Dois rios e seus respectivos vales se destacam no Nordeste:
São Francisco: nasce no estado de Minas Gerais e depois ruma para norte atravessando a Bahia, tendo seu vale como limites naturais a Serra do Espigão a oeste e a Chapada Diamantina a leste. A partir de Juazeiro corre para leste, definindo os limites naturais entre os estados da Bahia e Pernambuco, e também entre os estados de Alagoas e Sergipe.
Parnaíba: recebe águas de rios dos estados do Ceará, Piauí e Maranhão.
Há também outros rios que podemos destacar: Grajaú e Mearim (Maranhão), Jaguaribe e Acaraú (Ceará), Contas e Paraguaçú (Bahia).
REGIÃO SUL
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E CLIMÁTICAS
É a menor das 5 regiões brasileiras. Quase toda a região, exceto o norte do Paraná, fica abaixo do Trópico de Capricórnio. Predomina o clima subtropical, com quatro estações claramente definidas. No inverno, a temperatura pode cair abaixo de -1 grau Celsius nas regiões mais altas, podendo haver queda de neve, como nas cidade de São Joaquim (SC), Canela e Gramado (RS). As araucárias (pinheiro-do-paraná), abundantes no passado, ainda existem em alguns pontos do planalto no Paraná e em Santa Catarina. Nas porções sul e oeste do RS predominam os campos naturais (os pampas, como na Argentina e Uruguai). A Mata Atlântica também ocorre na região, desde a costa do PR ao sul de SC. Na costa paranaense, a Mata Atlântica está protegida no Parque Nacional de Superagüi, que se conecta ao ecossistema de matas e pântanos da Juréia, no estado de São Paulo.
A zona costeira - o pequeno litoral do Paraná se abre naturalmente, formando a baía de Paranaguá, que é pontilhada de ilhas e ilhotas. Uma das mais conhecidas é a Ilha do Mel, que está sendo gradualmente dividida em duas devido à força das ondas. No litoral do Paraná se situa o porto de Paranaguá, importante para a exportação de grãos (especialmente soja) e um dos mais importantes portos brasileiros. Santa Catarina tem quatro portos importantes: São Francisco de Sul e Itajaí (ao norte), e Imbituba e Laguna (no sul). No Rio Grande do Sul a zona costeira tem pouca população, e quase não tem estradas. Destacamos nesta região a cidade de Rio Grande, com 178.256 habitantes, situada próxima ao canal natural que une a Lagoa dos Patos ao mar. O relevo é o planalto meridional. Em cidades como São Joaquim, Urubici e Lajes (em Santa Catarina), ou Canela e Gramado (no Rio Grande do Sul) pode nevar no inverno. A produção brasileira de maçã, uva para vinho e pêssegos se concentra em pequenas propriedades desta zona.
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO
A população do sul do Brasil se concentra em uma zona de 100 km de largura da costa para o interior. Nesta zona estão as cidades de Curitiba, Florianópolis, Itajaí, Joinville, Porto Alegre e Rio Grande. Fora desta zona, podemos ainda mencionar:
No Paraná: as cidades de Londrina (421.343 habitantes), Maringá (268 mil) e Foz do Iguaçu (231.627 habitantes).
Em Santa Catarina, a cidade de Lajes (no planalto, com 148.680 habitantes).
Rio Grande do Sul: Santa Maria (300 mil habitantes), São Borja, Uruguaiana (fronteira com Argentina) e Santana do Livramento (fronteira com Rivera - Uruguai).
Uma característica de sua população é a influência expressiva dos imigrantes: portugueses dos Açores em Florianópolis e Porto Alegre; italianos em todos os três estados; alemães em Santa Catarina (fundaram cidades como Joinville e Blumenau) e no Rio Grande do Sul. E também eslavos (russos, ucranianos e polacos) no Paraná, e japoneses (no norte de Paraná e Curitiba).
O sul é também a terra dos gaúchos - mestiços resultantes da mescla de espanhóis, índios charruas (hoje extintos como grupo étnico) e guaranis, portugueses e africanos, iniciada no período das Missões Jesuíticas no século XVIII - das regiões do pampa, no oeste e sul do Rio Grande do Sul. Os gaúchos também existem na Argentina e Uruguai. Devido à ocupação econômica inicial do Rio Grande do Sul ter sido feita pela criação extensiva de gado (que não requer muita mão-de-obra) a presença de escravos sempre foi menor que em outras regiões brasileiras. Por esta razão, a presença hoje de populações afro-descendentes na região Sul é menor do que em outras áreas do território brasileiro.
ECONOMIA
No começo da colonização, a região sul se desenvolveu graças à agricultura, que forneceu o capital financeiro para a instalação de indústrias nas regiões de Curitiba (espalhando-se depois para o nordeste de SC, em Itajaí, Blumenau e Joinville) e Porto Alegre.
Indústria - No PR destacamos: a agroindústria; papel e celulose; fertilizantes; caminhões e ônibus (Volvo); automóveis (Renault e Audi, na região metropolitana de Curitiba); eletrodomésticos (Electrolux).
Em SC, podemos destacar a industrialização de carnes de aves, bovina e suína; as fábricas de calçados; têxteis e roupas (Itajaí). No RS: alimentos; calçados (vale do Rio dos Sinos), petroquímica (em Canoas, cidade da região metropolitana de Porto Alegre), vinhos (na região do planalto, chamada "Serra Gaúcha") e automobilística (General Motors, na cidade de Gravataí).
Agricultura - No RS destacamos: milho, soja, arroz, maçãs, mandioca, tabaco (na cidade de Santa Cruz do Sul) e uvas (cidades de Bento Gonçalves e Caxias do Sul, na "Serra Gaúcha"). Em SC: mandioca, maçã (nas regiões de Lajes e São Joaquim), tabaco, feijão e trigo. No PR: soja (foi o primeiro estado brasileiro a exportá-la), milho, algodão, café e cana-de-açúcar. A soja propiciou muita riqueza o estado. No entanto, seu cultivo mecanizado agravou o desemprego no campo e a concentração fundiária. Isto criou o fenômeno dos "sem-terra": ex-trabalhadores rurais que não têm terras para cultivar e não têm emprego devido à mecanização. Criou também, nos anos 70, uma grande migração rural rumo a Mato Grosso, Goiás, Bahia e região amazônica, em busca de terras para plantar. Os paranaenses também emigraram para o Paraguai (são os chamados "brasiguaios").
Criação - A qualidade do gado bovino e das aves (galináceos e perus) nos três estados é boa, tanto pelas raças escolhidas como pelas condições sanitárias. A região é considerada livre da febre aftosa há alguns anos, o que lhe permite exportar para outros países. No Rio Grande do Sul há também criação de ovelhas. Também se destaca a criação de suínos em Santa Catarina, abastecendo os frigoríficos das cidades de Concórdia e Xapecó.






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